Só agora dei-me conta do porquê de ter programado 6 viagens, ter dirigido por 4000 km e ter passado fora de casa 22 dos 29 dias de férias, voltando ao trabalho exausto... É a presença, em algum cantinho do "sub-consciente", do temor frutificado pelas especulações a respeito do fim do mundo em dezembro de 2012! rsrsrs
Pamonhadas* à parte, quero compartilhar alguns aprendizados dessa aventura:
* O termo "pamonhada" e seus derivados será objeto de um post específico em breve, aguardem!
Houve quem dissesse que eu estava "tirando onda", talvez imaginando que eu estivesse com a conta bancária transbordando. Se posso me orgulhar de algo é da minha capacidade de planejamento, que foi o verdadeiro fator de viabilidade da realização de tantos roteiros sem produzir grande endividamento. Esse planejamento começou a ser elaborado em março, e foi composto das seguintes fases:
- Proncovô? (em bom mineirês - pra onde que eu vou?): alguns dos roteiros já estavam na "lista de desejos" (Pantanal, Contagem), outros foram determinados em função da disponibilidade (Foz do Iguaçu, Búzios). O importante foi ter claro na mente (e no papel) quais seriam os roteiros a ser feitos.
- Comcovô? (como é que eu vou?) - eu fIz numa planilha a comparação das despesas que eu teria indo de ônibus ou de carro para alguns dos destinos, e cheguei a conclusões interessantes: no Pantanal ficaria mais barato alugar um carro a utilizar o transfer do hotel, além da liberdade, já que esse transporte só estava disponível 2x por dia e em horários específicos. Em Búzios, sairia mais barato ir de ônibus, mas decidi ir de carro porque pelas indicações para chegar na pousada, teria que descer do ônibus, pegar uma Kombi e depois andar uns 10 min... o conforto de ir de carro compensou a diferença de valor! Em Foz, é possível ir à qualquer ponto turístico de ônibus a R$ 2,90 a passagem, portanto, contratar os serviços de transporte das operadoras de turismo foi totalmente dispensável. Já com relação aos voos, a lição foi: o tempo é meu amigo! Como o plano foi elaborado com antecedência, tive tempo de pesquisar as passagens em diversos sites, em balcões de cias aéreas e, o principal, em épocas do mês diferentes. Acompanhei determinado pacote por cerca de 1 mês e percebi que o preço vai variando de forma mais ou menos regular durante o mês, ou seja, tem uma época pra comprar mais barato. Ver o preço do pacote ou passagem aumentando não deve causar desespero, pois ele vai baixar depois, exceto se houver algum fator novo, como grande variação do dólar, por exemplo.
- O que vou fazer lá? (o Translator não achou uma tradução para o mineirês rsrsrs): esse item do plano permitiu usar o tempo de forma econômica, maximizando o prazer da estadia. Então, alguns dos ingressos dos passeios foi possível adquirir antecipadamente pela net, evitando filas ou falta de disponibilidade e conhecer, com antecedência, os horários das atrações permitiu organizar a agenda da melhor maneira a aproveitar bem cada minuto.
Mas, graças aos Céus, nem tudo é perfeito para que possamos nos aprimorar, então...
- Fail 1 (deu ruim): um plano tão bonito e minucioso não previu o impacto que qualquer atraso provocaria no tempo de fazer refeições, e isso provocou algum estresse e a ausência de algumas delas sob risco de perder alguma atividade já paga e agendada.
- Fail 2: levei para a praia meu incrível celular com sua câmera de 12 mpx e onde estavam armazenadas todas as fotos do ano todo, e fui correr com ele no bolso. Caiu na areia (não fez barulho) e foi levado pra casa de Iemanjá. E, pra ficar mais legal, havia desinstalado um programa que fazia upload das fotos automaticamente... ou seja: perdi! Mas ganhei a experiência...
Enfim, agora o mundo pode acabar numa boa, pois de aventuras, diversão, belas imagens e emocionantes lembranças, estou abastecido até a próxima Era!