quinta-feira, 8 de abril de 2021

Liberdade Quântica

Acabei de descobrir que a liberdade de escolha é uma falácia! Segundo minha filha, que eu chamo carinhosamente de Minifilósofa, Neruda nos ensina que "somos livres nas escolhas e escravos das consequências." Mas... que liberdade é essa que, ao ser exercida, me remete imediatamente ao calabouço?

Aí, vem o mundo quântico e me ensina que toda realidade já existe e sua manifestação depende de um fio de consciência. Um bit (unidade de processamento de informação digital) funciona assim: ou assume o valor 0 ou assume o valor 1. E cada combinação de vários bits forma uma informação. Já um qubit (unidade de processamento de um computador quântico) funciona diferente: ele assume o valor 0 e 1, ou seja, ao mesmo tempo! Não se trata de trocar de roupa rapidinho... Ele é os dois! 

Mesmo não sabendo explicar isso direito, "ouvi dizer" que essa forma diferente de funcionar faz com que um computador quântico termine em 200 segundos um cálculo que o computador digital mais poderoso do século 21 levaria mais de 10 mil anos pra fazer! E por que isso? Porque ele não precisou fazer escolhas!!! Ele não percorre por trilhas de decisão, mas pelo ar, pelo todo, pelo uno da energia!

E assim, fica respondida a questão de Shakespeare sobre ser ou não ser: a resposta? Ser e não ser!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Apreço, desejo e amor

A respeito desse complexo tema hei de fazer uma clara distinção entre alguns conceitos com o propósito de não misturar coisas diferentes e, como consequência natural, evitar sofrimentos desnecessários.

• Apreço: É a admiração por algum atributo ou qualidade da circunstância, que pode ser uma coisa, uma pessoa ou uma situação. É o bem-estar provocado por esse atributo. Posso apreciar um carro bonito sem desejá-lo. Posso apreciar o corpo de uma mulher sem desejá-la. Posso apreciar a atitude de uma pessoa sem querer ter a mesma atitude. Chaves: Bem-estar e admiração.
• Desejo: É a vontade de ter acesso ou usufruir dos tais atributos citados acima. É querer usar o conforto do carro, apreciar sua beleza. É querer estar perto de alguém por sua beleza ou inteligência, é querer tocar o corpo de uma pessoa pela excitação que nos provoca. Chaves: Querer e acesso.
• Amor: É vibrar o bem para o objeto de amor sem esperar retorno. É cuidar do carro para que ele possa se manter útil pra mim e para qualquer pessoa. É ensinar um trabalho a alguém que pode assumir meu cargo. É dar um presente e não ficar preocupado se a pessoa vai usar ou vai dar pra alguém. É ficar longe de alguém que não me deseja por perto. Posso amar mesmo sem apreciar ou sem desejar. Chaves: Bem e retorno (ausência da expectativa de retorno).

Desses três aspectos, o Desejo é o que demanda mais energia, pois depende de tomada de decisões e atitudes concretas, ou seja, é necessário manipular energias mais densas, portanto, exige mais esforço.

Essas definições ajudam esse ser sistemático que sou a tomar conscientemente dois posicionamentos:
• Não desejar algo apenas porque aprecio.
• Amar até mesmo o que não aprecio.

Assim, permaneço apreciando aquilo que satisfaz meus sentimentos estéticos e passo a desejar menos (gasto menos energia) e amar mais.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Só os fortes sobrevivem

Após assistir a trilogia Zeitgeist (https://www.youtube.com/watch?v=5R_Vm2wCQj4), ouvir um dos audios do canal MXVENUS no Youtube e olhar ao redor, estou convencido de que nossa sociedade monetarista de fato ruiu, colapsou, não deu certo. O que temos não pode ser chamado de Sociedade, mas o que restou dela. Não consigo ver onde está algum sucesso em produzir uma sociedade onde os 85 indivíduos mais ricos (indivíduos!) detém quase metade da riqueza do planeta (http://m.oglobo.globo.com/economia/grupo-dos-85-mais-ricos-do-mundo-tem-riqueza-igual-dos-35-bilhoes-mais-pobres-11355568)! Também faz sentido pra mim que a solução seja o estabelecimento de um sistema de valores não-monetarista, baseado na abundância, no amor e na generosidade. 
 
Ao buscar um argumento favorável ao modelo atual, lembrei da "seleção natural" entre as espécies na Natureza, que aprendemos na escola. Mas, de que tipo de espécie estamos falando? Da espécie animal! Mas se continuamos a buscar na mesma Natureza, encontraremos, por exemplo, entre a espécie vegetal outro tipo de relação, que não é baseada em "vence o mais forte". Se viajarmos para o microcosmo, ou para o macrocosmo, que também são manifestações dessa mesma Natureza, também não encontraremos referências de exploração e violência. 
 
Então, só posso concluir que esse papo de que "só os fortes sobrevivem" é verdadeira falácia, pois, se assim fosse, a raça humana, cujos registros arqueológicos apontam a existência nessas paragens há pelo menos uns 100 mil anos, já era para ter eliminado todos os "fracos" e ser formada hoje em dia apenas pelos "fortes" sobreviventes, que deveriam ser plenos e felizes. 
 
O pior é que, quando ensinamos às nossas  crianças, lá no ensino "fundamental", esse sistema "da natureza", e depois ensinamos uma História que só fala de guerras, exploração, vaidades e egoísmo, vai ficando muito claro para eles que é assim mesmo que funciona, que é "natural", e, então, mais futuros humanos-animalizados vão sendo formados para alimentar esse sistema de separação e guerra. 
 
Se somos mais evoluídos do que os outros animais, temos que viver com base em outro sistema de valores, caso contrário, em nada seremos diferentes. Temos capacidades físicas, energéticas, emocionais e intelectuais muito bem desenvolvidas para serem utilizadas em um sistema de valores em que apenas a força física é suficiente para sustentar a preservação. Vamos pensar na vida de uma onça do Pantanal: ela nasce, cresce, aprende a caçar, a correr, a lutar, se reproduz instintivamente, envelhece e morre. Agora, vamos pensar na vida de um ser humano: ele nasce, é batizado, tem aniversários comemorados, é ovacionado quando fala seu primeiro "mama", vai pra escola, faz apresentação de Dia das Mães, se estressa, provoca estresse nos pais, faz amigos, sorri, chora, tira 10, fica reprovado, faz chorar, faz rir, ama, odeia, acredita em Deus, acredita em Papai Noel, vai pra igreja, sai da igreja, namora, termina, goza, faz gozar, casa, separa, tem filhos, procura emprego, é demitido, acredita na Seleção, pede demissão, ama de novo, tem netos, chora menos, sorri menos, sofre pelo sofrimento dos que ama, sente prazer pela felicidade dos que ama, aprende, ensina, olha pra trás tirando lições e morre. Faz sentido vivermos com base num sistema tipicamente animal e deixar escapar a essa oportunidade a que chamamos Vida todas as outras oportunidades de experimentação e evolução?  
 
 Se a "desculpa" é o funcionamento da "Natureza", nela mesma sobram referências de Amor, generosidade, abundância e equidade. Basta olharmos para o Sol, que nasce todos os dias e nos ilumina e aquece sem julgar nossos atos, incondicional e abundantemente.  

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Como você quer morrer?

Quando faço essa pergunta, é inevitável a expressão de surpresa  — seguida de horror — do meu interlocutor.

"Eu, hein! Que pergunta macabra!"
"Deus me livre!"

A causa desse horror deve ser justificada pela nossa cultura, que valoriza e fortalece o medo da morte. Mas uma das coisas mais importantes que tenho aprendido a entender e aceitar é essa intimidade visceral entre morte e vida, portanto, temer a morte é fugir da própria vida. 

Mas aqui, a intenção é usar o conceito de morte apenas como um referencial, ou seja, a ideia é falar mesmo de VIDA. Tudo começou há alguns poucos anos (eu tinha 16... rsrs) numa palestra sobre Programação Neurolinguística, pela qual paguei quase metade do meu salário do Mc Donald's para participar (ao invés de estar beijando em boca... Isso é que dá, agora fico escrevendo essas bobagens! rsrsrs). Lá aprendi a seguinte técnica:

"Feche os olhos e imagine-se daqui a vários anos a frente, com uns 80 anos, por exemplo... O que sente? Como quer se sentir? Com quem quer estar? Onde quer estar? Agora imagine que o tempo está retrocedendo, volte no tempo e observe as coisas que está fazendo, as pessoas que encontra, os sentimentos que fluem, até chegar onde está agora." 

Entendi que esse exercício nos ensina a estabelecer um objetivo (fim) ANTES de decidir pelo trajeto (meio). No dia-a-dia, quando vamos sair, o que decidimos primeiro: o destino ou o trajeto? 

"Bom, já que o repórter informou que a Av. Brasil está congestionada, vou pela Linha Vermelha para chegar ao Centro". 

"Chegar ao Centro" já está definido antes de decidirmos "pela Av. Brasil ou pela Linha Vermelha". Qual a razão de agir de forma diferente quando o assunto é a nossa própria vida?

"Vou montar um negócio próprio!"
"Pra quê?"
"Pra ganhar dinheiro!"

A nossa cultura oferece muitos "mapas" prontos, o que é bom, pois evita que fiquemos reinventando a roda e permite seguir mais facilmente por caminhos que já foram antes explorados, e assim podemos dedicar a energia economizada para novas descobertas. Por outro lado, essa disponibilidade nos influenciou fortemente a esquecer ou desvalorizar o que satisfaz as necessidades da nossa própria essência e a adotar objetivos também já determinados. Mas o sucesso para um não é, necessariamente, sucesso para o outro. Talvez por essa razão tenhamos conhecimento de pessoas reconhecidamente bem sucedidas e mal realizadas, infelizes. 

Além disso, somos todo o tempo estimulados a dar ao meio o status e a importância de fim. "Abrir um negócio" é um meio para atingir o fim "ganhar dinheiro", que é outro meio, pois o dinheiro não é um fim em si mesmo. É aí que a "morte" pode nos ajudar (eu prefiro a ajuda do conceito à ajuda do fato! Rsrsrs) Por exemplo, o que o nosso amigo empreendedor acima vai fazer com todo o dinheiro que ele vai ganhar quando estiver no leito de morte?

Temos outro amigo empreendedor:

"Vou abrir um negócio"
" Pra quê? "
"Pra gerar emprego e renda na minha comunidade".

No leito de morte, será que ter alcançado esse objetivo terá feito alguma diferença?  

Então, a questão não está no objetivo propriamente dito, mas na razão que motiva o objetivo. E para conseguir satisfação na luta diária para alcançar esses objetivos, é necessário que ele esteja muito bem alinhado com a nossa essência, com o nosso verdadeiro EU, como diriam os psicanalistas. Imaginemos os dois negócios citados acima. Ambos exigem esforço, dedicação, tempo, energia, paciência, perseverança, sabedoria... Tudo em grandes quantidades! Qual dos dois empreendedores passa o tempo de vida com maior satisfação? Para o que tem o dinheiro como fim, cada prejuízo, cada salário a pagar, cada venda não realizada, cada necessidade de investimento pode ser motivo de irritação e estresse por provocar o afastamento de seu objetivo "ganhar dinheiro". Para o outro, cada salário pago, cada fatura paga, cada investimento representam a alegria e a satisfação do objetivo "gerar renda para a comunidade" sendo alcançado.

E assim o tempo passa, ambos os negócios prosperam, os dois empreendedores adquirirem excelente condição material (proporcionada pelo dinheiro), mas, enfim, é chegada a hora de partir. Seria possível especular sobre o filminho que estaria passando na mente de cada um?

"Dei duro uma vida inteira e não consegui sequer comprar meu iate de 28 pés...afinal, eu trabalhei pra GANHAR DINHEIRO! Quem não tem um iate, não pode ser considerado rico! E pra piorar, aqueles incompetentes (sócios, filhos) vão destruir tudo o que construí! Argh! Que vida miserável eu tive!"

"Puxa, começamos com 3 funcionários e hoje são mais de 200! Quantas famílias foram beneficiadas! Quantas crianças deixaram as ruas e foram para a escola porque os pais tinham renda! Quantos jovens aprenderam uma profissão! É... Posso descansar em paz, pois meu objetivo foi alcançado!"  

Se pudermos simular essa conversa no nosso leito de morte, acredito que isso possa nos ajudar a dar a nossa vida um sentido mais amplo e a cada objetivo menor, uma importância mais próxima das necessidades da nossa essência.

"O que devo ter sentido, realizado, visto, experimentado, vivido que me faça sentir que posso "descansar em paz?" 

É preciso muita coragem para pensar na morte dessa maneira, e é a mesma coragem para viver a vida segurando as rédeas da própria felicidade, não a atribuindo a ninguém!  Se ela não está presente (a coragem), basta escolher um item no menu de objetivos prontos e caminhos determinados que a vida nos oferece e seguir na inércia, sendo feliz do mesmo jeito. A vantagem, neste caso, é que, além de se gastar menos energia (conhecer a si mesmo e tomar decisões sobre a própria vida exige um esforço danado!), se não der certo, pelo menos a culpa não terá sido nossa... 

O Gato de Odd, personagem emblemático de Alice no País das Maravilhas, responde, cínico porém cético, quando perguntado sobre que caminho a perdida Alice deveria seguir: "Pra quem não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve".

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

A verdade acima de tudo



Tenho me perguntado se as pessoas que reproduzem essa afirmativa estão realmente sendo verdadeiras consigo mesmas (brincadeira, foi só pra não perder o trocadilho!!! rsrsrs)


Mas afinal, o que é a verdade?

Segundo o Priberam (http://www.priberam.pt/dlpo/), seria a "conformidade da ideia com o objecto, do dito com o feito, do discurso com a realidade". Talvez seja aceitável conceituar que a verdade é um "fato percebido". Fato: um evento histórico, algo que realmente aconteceu. Percepção: conclusão a que chegamos após submeter os "fatos" aos nossos pontos de vista, que por sua vez, são influenciados e/ou determinados pela nossa cultura e pelas experiências que vivenciamos. Se isso tudo for mais ou menos assim, seria muita loucura afirmar que a verdade é RELATIVA? Que cada um tem a sua própria verdade? Vamos ilustrar. Fato: objeto brilhante no céu. Para uns, a verdade é que aquilo era um avião. Para outros, a verdade é que se tratava de uma estrela cadente. Já outros terão como verdade que se tratava de um ovni... Fato: atraso para um compromisso. Verdades sobre as causas: "foi o trânsito", "furou o pneu", "fui assaltado", "que nada, a verdade é que você é um Atrasildo"... 


O que fazer com essa verdade?

Muito bem, agora que eu já tenho a minha verdade (baseada nas minhas crenças e percepções), qual o destino dessa informação? O que fazer com ela? Que decisões eu posso tomar a partir dessa verdade? Aprendi com uma pessoa muito especial que passou pela minha vida e já foi pra outros mundos que "uma informação só deve existir se for para viabilizar ou facilitar uma tomada de decisão". É bem verdade que ela se referia ao mundo corporativo, mas, e se adotássemos essa premissa para nossas vidas pessoais? Tenho observado que, de modo geral, desenvolvemos uma enorme capacidade de produzir e de consumir informação, mas ainda precisamos aprender a escolher qual a melhor informação para ser produzida ou consumida, seja ela verdade ou não (ficção). De modo específico, nosso hábito de consumir o máximo de informação possível leva-nos a desejar obter todas as verdades disponíveis, até aquelas que não nos auxiliam na evolução e que só ocupam espaço da nossa atenção sem nos devolver qualquer benefício.


Verdade sobre o quê mesmo?

Será que é claro o real objeto dessa verdade que tanto desejamos? Por que algumas verdades são mais importantes do que outras? Depende de quê? Creio que uma boa resposta seria "depende do impacto que esta informação pode provocar na minha vida". Então, agora o desafio deixa de ser "obter a verdade a qualquer preço" e passa a ser "entender o quanto esta informação impacta a minha vida", o que é de minha própria responsabilidade, o que está ao meu alcance mudar. E isso não parece ser tarefa fácil. Ao analisar as verdades pelas quais lutamos diariamente, será que não encontraríamos muitas que, sendo ou não verdade, em nada influenciariam nossa existência? E o quanto se gasta de energia com essas lutas? A tarefa não é fácil porque muitas vezes misturamos as responsabilidades, não enxergamos com clareza o que é meu papel e o que é papel do outro. Quando alguém nos diz que gosta de amarelo mas achamos o vermelho a mais linda das cores, por que investimos tanta energia tentando convencer o outro a escolher o nosso vermelho? Não tenho dúvidas de que a intenção é a melhor, afinal queremos para o outro o que enxergamos de melhor para nós mesmos, mas é importante ficarmos atentos aos efeitos colaterais. 


Receber verdade e ser feliz 

Então já decidi qual é a minha verdade e está claro que a verdade do outro tem tudo a ver com a minha vida. E aí, vem a verdade: "eu amo você, mas a verdade é que eu gosto de amarelo e detesto vermelho!" E agora? O que normalmente vejo por aí é que a verdade provoca mais desentendimentos do que entendimentos: "se você gosta de amarelo é porque não me ama!" A verdade deveria ser esclarecedora, tornar límpidas e fluidas as relações e proporcionar felicidade! Aprendi com outra pessoa muito especial (que ainda está entre nós! rsrs) que a verdade sobre a minha vida permite que o outro faça escolhas. "Diga-me logo de que cor você gosta pra que eu decida se quero permanecer nesta relação, pois não suporto quem gosta de amarelo!" Uma forma de pensar seria: "gosto de amarelo, mas quero viver esta relação independentemente da cor da qual o outro goste, pois isso não é importante pra mim, o que significa que não deve ser importante para o outro também..." (a minha verdade!) E agora: abro mão da felicidade em nome da verdade (pago o preço) ou "gerencio" a verdade que considerar irrelevante a fim de defender minha felicidade (e na maioria dos casos, a do outro também)? 

Sei que existem inúmeras verdades para as questões levantadas aqui, e nem era mesmo minha pretensão dar resposta alguma para elas. Só consigo concluir até agora que, mais importante do que encontrar as respostas é tomar consciência das perguntas. Essa tem sido a minha verdade!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Férias do Fim do Mundo


Só agora dei-me conta do porquê de ter programado 6 viagens, ter dirigido por 4000 km e ter passado fora de casa 22 dos 29 dias de férias, voltando ao trabalho exausto... É a presença, em algum cantinho do "sub-consciente", do temor frutificado pelas especulações a respeito do fim do mundo em dezembro de 2012! rsrsrs 

Pamonhadas* à parte, quero compartilhar alguns aprendizados dessa aventura: 

* O termo "pamonhada" e seus derivados será objeto de um post específico em breve, aguardem!

Houve quem dissesse que eu estava "tirando onda", talvez imaginando que eu estivesse com a conta bancária transbordando. Se posso me orgulhar de algo é da minha capacidade de planejamento, que foi o verdadeiro fator de viabilidade da realização de tantos roteiros sem produzir grande endividamento. Esse planejamento começou a ser elaborado em março, e foi composto das seguintes fases: 

  • Proncovô? (em bom mineirês - pra onde que eu vou?): alguns dos roteiros já estavam na "lista de desejos" (Pantanal, Contagem), outros foram determinados em função da disponibilidade (Foz do Iguaçu, Búzios). O importante foi ter claro na mente (e no papel) quais seriam os roteiros a ser feitos.  


  • Comcovô? (como é que eu vou?) - eu fIz numa planilha a comparação das despesas que eu teria indo de ônibus ou de carro para alguns dos destinos, e cheguei a conclusões interessantes: no Pantanal ficaria mais barato alugar um carro a utilizar o transfer do hotel, além da liberdade, já que esse transporte só estava disponível 2x por dia e em horários específicos. Em Búzios, sairia mais barato ir de ônibus, mas decidi ir de carro porque pelas indicações para chegar na pousada, teria que descer do ônibus, pegar uma Kombi e depois andar uns 10 min... o conforto de ir de carro compensou a diferença de valor! Em Foz, é possível ir à qualquer ponto turístico de ônibus a R$ 2,90 a passagem, portanto, contratar os serviços de transporte das operadoras de turismo foi totalmente dispensável. Já com relação aos voos, a lição foi: o tempo é meu amigo! Como o plano foi elaborado com antecedência, tive tempo de pesquisar as passagens em diversos sites, em balcões de cias aéreas e, o principal, em épocas do mês diferentes. Acompanhei determinado pacote por cerca de 1 mês e percebi que o preço vai variando de forma mais ou menos regular durante o mês, ou seja, tem uma época pra comprar mais barato. Ver o preço do pacote ou passagem aumentando não deve causar desespero, pois ele vai baixar depois, exceto se houver algum fator novo, como grande variação do dólar, por exemplo. 


  • O que vou fazer lá? (o Translator não achou uma tradução para o mineirês rsrsrs): esse item do plano permitiu usar o tempo de forma econômica, maximizando o prazer da estadia. Então, alguns dos ingressos dos passeios foi possível adquirir antecipadamente pela net, evitando filas ou falta de disponibilidade e conhecer, com antecedência, os horários das atrações permitiu organizar a agenda da melhor maneira a aproveitar bem cada minuto. 

Mas, graças aos Céus, nem tudo é perfeito para que possamos nos aprimorar, então...

  • Fail 1 (deu ruim): um plano tão bonito e minucioso não previu o impacto que qualquer atraso provocaria no tempo de fazer refeições, e isso provocou algum estresse e a ausência de algumas delas sob risco de perder alguma atividade já paga e agendada. 


  • Fail 2: levei para a praia meu incrível celular com sua câmera de 12 mpx e onde estavam armazenadas todas as fotos do ano todo, e fui correr com ele no bolso. Caiu na areia (não fez barulho) e foi levado pra casa de Iemanjá. E, pra ficar mais legal, havia desinstalado um programa que fazia upload das fotos automaticamente... ou seja: perdi! Mas ganhei a experiência... 

Enfim, agora o mundo pode acabar numa boa, pois de aventuras, diversão, belas imagens e emocionantes lembranças, estou abastecido até a próxima Era!

Muito Prazer (ou seria "Satisfação", porque o prazer vem depois?)


Aqueles que me conhecem poderão ficar algo surpresos ao saber que decidi criar um blog, já que um dos objetivos de um espaço como esse é expor fatos da própria vida, o que nunca foi característica de destaque nessa pessoa dona de um perfil tipicamente tímido, introspetivo e discreto que vos escreve. Quem é assim tem dificuldades de expressar sua opiniões, ideias e sentimentos. Então, o que justifica enfrentar essa dificuldade a essa altura da vida? Pois é justamente isso: ter chegado a essa altura da vida! Afinal, não dizem por aí que a vida só começa aos 40?  

É bem verdade que nos sentimos envaidecidos ao receber várias "curtidas" e "comentadas" em algo que publicamos em alguma rede social, e aqui não será diferente, não nego. Mas a intenção primordial desse trabalho será a de registrar esse André que viaja por essa louca e divina aventura a que chamamos Vida! Ao registrar a mim mesmo, ajudo-me a me conhecer e reconhecer, tornando-me um ser humano melhor e mais feliz, o que penso ser a missão fundamental dessa nossa passagem por esse Plano. E quem me der a honra de embarcar nessa aventura e compartilhar comigo suas ideias, experiências e impressões, me ajudará nesse processo de "redescobertas de mim", e, quem sabe, acabem por redescobrir também a si mesmo?